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49-Informação Paroquial de 08 a 15 de Dezembro 2013 Imprimir EMail

INFORMAÇÃO  PAROQUIAL 08  a 15  DE DEZEMBRO DE 2013

 

01.  DIA 08 DE DEZEMBRO - Domingo II do Advento-Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria-Padroeira de Portugal e da Ála Nun’Álvares. Celebração de Acção de Graças e Louvor a Nossa Senhora da Conceição, e por todos os Fundadores e Membros da Ála, Vivos e Falecidos e pelos Irmãos da Confraria S.Cosme e Damião, na Missa das 11.00h, na Matriz.

 

02.  TAKE AWAY”-TENDA AMIZADE - Dia 8 de Dezembro - Bacalhau com Natas. Faça a sua encomenda, Inscrições na Sacristia da Matriz  até ao dia 7 de Dezembro.

 

03.  Operação 10 milhões de Estrelas-Um Gesto Pela Paz. Na noite 24 para 25 de Dezembro, acenda uma vela, como manisfestação do desejo de Paz de cada um/a. Assim teremos na Matriz e também Centros a Venda de velas ao preço unitário de 1€

 

04.  Confraria Almas-Reunião dia 9 de Dezembro, 21:30h

 

05.  Coro Vicarial- Ensaio dia 9 de Dezembro, 21:30h , na Capela da Ressurreição

 

06.  Reunião do CAE(Conselho Assuntos Económicos) e GAC(Grupo de Animação e Cultura) – Dia 10 de Dezembro – 21,30h, no Salão Paroquial.

 

07.  Comissão das Festas Sacerdotais – Reúne Dia 11 de Dezembro, 21,30h – Salão Paroquial.

 

08.  Movimento Vida Ascendente-Reunião dia 11de Dezembro 15:30h

 

09.  GAC- (Grupo de Animação e Cultura)-Reunião dia 11 Dezembro, 21:30h

 

10.  Adoração Santíssimo Sacramento- Dia 12 Dezembro,21:30h às 22:30h,ao cuidado Ministros Extraordinários da Comunhão

 

11.  Capela Monte Crasto- Missa de Ação de Graças a NSª SRª-Dia 13 Dezembro,ás 08:30h

 

12.  Oração do Rosário –Na Matriz dia 13 Dezembro, 21:00h

 

13.  Ceia de Natal Paroquial 2013- Dia 14 de Dezembro na Tenda da Amizade, a partir das 20:30h, as Listas das Inscrições encontram-se em todos os Centros e na Matriz, prazo da Inscricão até ao dia 10 de Dezembro.

 

14.  DIREITOS PAROQUIAIS – Passado o S. Miguel e até final do Ano é ocasião para todas as Famílias cristãs participarem na missão da Igreja, pagando os Direitos Paroquiais. É uma obrigação anual de todas as Famílias. Em Portugal, está indicado a partilha em todas as Eucaristias, nas Campanhas e sempre que solicitados. Além disso os Direitos Paroquiais, para quem puder: um Dia de Rendimento da Família para a Comunidade. Quem não puder, ou precisar de apoio, estará totalmente à vontade propondo a situação.

 

         ACONTECE PROXIMAMENTE – REGISTE JÁ E RESERVE DISPONIBILIDADE

 

v  PPS(Pastoral Paroquial da Saúde)Reunião  16 Dezembro 21:30h

 

v  Coros Matriz- Missa do Galo-Ensaio dia 17 Dezembro, 21:30h na Capela Ressurreição

 

v  Confissões de Natal:  Dia 17 de Dezembro, na Igreja Paroquial da Matriz,

o   10,00h – Para Adolcência e Infância;

o   15,00h – Para Anciãos e quem não puder vir à noite;

o   21,30h – Para Todos: Coros, Confrarias, Ministros Comunhão, Catequistas, Jovens e Pais e todos em geral

 

v  Movimento Mensagem de Fátima-Reunião dia 18 Dezembro 09:30h,no Salão Paroquial

 

v  Coros Matriz- Missa do Galo-Ensaio dia 22 Dezembro, 21:00h na Igreja Matriz-Dr.Paulo Antunes

v  Bênção Mães Grávidas – Domingo, Dia 22 de Dezembro, Missa das 11,00h – Igreja Matriz.

 

v  HORÁRIO DAS MISSAS DE NATAL NA IGREJA MATRIZ DE SÃO COSME:

o   Missa Vespertina de Natal – Dia 24 de Dezembro, às 16,30h.

o   Missa do Galo ou Meia Noite – Dia 24 de Dezembro, às 24h.

o   Missas Dia Natal 25 Dezembro: - 09,30h;   - 11,00h  e – 19,00h

 

v  HORÁRIO DAS MISSAS DE ANO NOVO NA IGREJA MATRIZ DE SÃO COSME:

o   Missa Vespertina de ANO NOVO–Dia 31/Dezembro, às 16,30h.

o   Missas Dia de ANO NOVO – 01 de Janeiro 2014: - 09,30h;   - 11,00h  e – 19,00h.

   

v  Festa da Sagrada Família com os Casais que fazem Cinco anos de Matrimónio em 2013 – Domingo da Sagrada Família, 29 de Dezembro, Missa das 11h, na Matriz.Pedimos Inscrição prévia na Sacristia, para as Grávidas e para a Sagrada Família.

 

v  Concerto da Sagrada Família – Com todas as Famílias de cinco Anos de Matrimónio, para toda a Paróquia – Domingo da Sagrada Família, 29 de Dezembro – 15,30h, na Matriz.

 

v  OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA – Vamos ter mais um ciclo deste belo Serviço, Oficinas de Oração e Vida, a começar em 08 de Janeiro, 21h, no Salão Paroquial.

 

v  Marcação de Casamentos para 2014 –Já podem fazer a marcação de todos os Casamentos. Agradecemos muito, que façam também a Marcação das bodas de Prata e Ouro para 2014, a partir desta data. Com antecedência para poderem fazer uma bela preparação pastoral.

 

v  Quem pensa Batizar Filhos, ou ser Padrinho/Madrinha, precisa aparecer sempre com muita antecedência: no mínimo 3 meses. A Bênção das Mães grávidas e depois do Parto, é momento feliz para esta preparação. A Bênção após o Parto, para Mãe e Filho, é também um momento necessário na preparação do Sacramento do Batismo.

 

 

EM 2013

BÊNÇÃO DAS MÃES GRÁVIDAS EM 2013

Em Comunidade, próximo Dia 22 de Dezembro – 11h – Igreja Matriz.

Sempre que solicitadas.

 

BÊNÇÃO DA MÃE E DO FILHO, APÓS O PARTO – Sempre que solicitada.

Em Comunidade – Ao quarto Domingo do mês; às 11h, na Igreja Matriz: 

- 29 de Dezembro na Matriz, às 11h

Agradecemos façam sempre inscrição prévia na Sacristia

ou por mail, para facilitar o acolhimento.

 

EM 2014

B ê n ç ã o    d a s    M ã e s    G r á v i d a s    e m    2 0 1 4

Sempre que solicitada.

E…

*  19 de Março, 21,30H – Em S. José;      

*  04 de Maio,19H– Na Matriz;            

*  07 de Setembro, 19H – Na Matriz;      

*  21 de Dezembro, 11H – Na Matriz.

 

BÊNÇÃO DA MÃE E DO FILHO, APÓS O PARTO em 2014

Nos seguintes Domingos, na Igreja Matriz:

26/Janeiro=11h;    

23/Fevereiro=11h, na Igreja Matriz;  

23/Março=11h, na Igreja Matriz;  

27/Abril=11h, na Igreja Matriz;     

25/Maio = 19H, na Igreja Matriz;   

22/Junho=11h, na Igreja Matriz;   

28/Setembro=11h, na Igreja Matriz;

26/Outubro=11h, na Igreja Matriz;  

23/Novembro=11h, na Igreja Matriz;  

28/Dezembro=11h, na Igreja Matriz

Agradecemos façam sempre inscrição prévia na Sacristia

ou por mail, para facilitar o acolhimento.

 

Ano 2017 Centenário da Senhora do Rosário de Fátima.

 

Tema do Ano 2014: «ENVOLVIDO NO AMOR DE DEUS PELO MUNDO».

 

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EVANGELHO Mt 3, 1-12  -  Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naqueles dias, apareceu João Baptista a pregar no deserto da Judeia, dizendo: «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». Foi dele que o profeta Isaías falou, ao dizer: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’». João tinha uma veste tecida com pêlos de camelo e uma cintura de cabedal à volta dos rins. O seu alimento eram gafanhotos e mel silvestre. Acorria a ele gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região do Jordão; e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. Ao ver muitos fariseus e saduceus que vinham ao seu baptismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Praticai acções que se conformem ao arrependimento que manifestais. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é o nosso pai’, porque eu vos digo: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores. Por isso, toda a árvore que não dá fruto será cortada e lançada ao fogo. Eu baptizo-vos com água, para vos levar ao arrependimento. Mas Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu e não sou digno de levar as suas sandálias. Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo. Tem a pá na sua mão: há-de limpar a eira e recolher o trigo no celeiro. Mas a palha, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Palavra da salvação.

Páginas de apoio litúrgico:

Dehonianos, Sacerdotes do Coração de Jesus E Secretariado Nacional de Liturgia

Caros Paroquianos e navegantes das ondas destes novos mares da  comun-hão(icação), saudações e votos de um profícuo Advento em Cristo. Hoje guiados por Maria, Mãe Imaculada, Padroeira de Portugal, sentimo-nos mais unidos e confortados neste mar encapelado da vida – permanente Advento da Esperança.

Boa semana par todos vós. E para si que anda em busca duma pista, duma luz segura, dum conforto que não tolhe mas liberta. Ei-lo: Maria, Mãe do Senhor, Padroeira de Portugal.

Fraternais saudações. Caso passe pela Eucaristia, apareça para nos vermos, ouvirmos e cumprimentarmos, pois estamos unidos pela mesma Fé, Esperança de um Mundo Justo… e pelo mesmo Amor que nos trouxe Maria – JC NS.

Boa semana. O Pároco: P. Alípio Barbosa

 

ADVENTO 2013 – TEMPO DE RE-ENCONTRO COM JESUS,

FONTE DA NOSSA ALEGRIA E ESPERANÇA

 

3. Liturgia do Advento

3.1 Duração e importância do Tempo do Advento

O TA começa com as I Vésperas do domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e termina antes das I Vésperas do Natal (NUALC 40). Dada a variação da data do seu início, que pode ir de 27 de Novembro até 3 de Dezembro, este tempo litúrgico não tem extensão uniforme. A sua duração máxima é de 28 dias (4 semanas completas) e a duração mínima de 22 dias (4 semanas incompletas).

Nessas quatro semanas, nem todos os dias têm a mesma importância litúrgica. Em primeiro lugar salientam-se os quatro Domin­gos do Advento, cuja designação de domingos privilegiados significa que nenhuma solenidade tem precedência sobre eles. Tal é o caso da Imaculada Conceição, transferida para o dia 9 de Dezembro sempre que o dia 8 cai ao domingo. Seguem-se, em importância, os sete dias que vão de 17 a 24 de Dezembro, orientados de modo mais direto para a preparação do Natal, e, por fim, os restantes dias feriais, anteriores ao dia 17 de Dezembro.

Esta importância relativa dos dias do Advento há-de ser vista como pedagogia pastoral em ordem à participação dos fiéis na sua cele­bração. Assim, se cada um dos domingos do ano litúrgico é dia do Senhor e dos cristãos, são-no muito mais os Domingos do Advento, pelo que nenhum fiel deve faltar à assembleia eucarística dominical, pois é particularmente nesses domingos que "por meio da memória da primeira vinda do Filho de Deus aos homens, as nossas mentes se dirigem para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos (NUALC 39).


3.2 Aspectos celebrativos próprios do Advento

Alguns pormenores celebrativos chamam a nossa atenção para aspectos específicos do Advento: por um lado, devem pôr-se flores nos altares, mas com a moderação que convém às características deste tempo para não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor (CB 236); os paramentos são roxos, para se acentuar o carácter penitencial do Advento; a Missa não tem Glória, para que este cântico, cujas palavras iniciais foram cantadas pela primeira vez pelos Anjos e escutadas pelos pastores perto do lugar onde Jesus acabava de nascer, possa ser retomado e ressoar com novidade na Missa da Noite de Natal. Mas, por outro lado, a proclamação do Evangelho é precedida do canto do Aleluia, para nos recordar que o Advento é tempo de "piedosa e alegre expectativa" (NUALC 39) e não de penitência quaresmal, e o Ofício de Leitura da Liturgia das Horas, em cada um dos domingos do Advento, conclui-se pelo hino Te Deum, o que não acontece na Quaresma.

Sempre que os fiéis se derem conta destes pormenores e compreenderem o seu significado, no que hão-de ser ajudados pela catequese que os pastores lhes hão-de fazer principalmente na homilia, estarão a crescer na inteligência da fé e a experimentar o mistério da presença de Cristo na liturgia.


3.3 As Missas do Tempo do Advento

As celebrações litúrgicas têm em conta as duas características que recordamos acima: preparação do Natal e da última vinda de Cristo.

No que se refere à Missa, a melhor síntese dessa dupla perspectiva é aquela que apresentam os dois Prefácios do TA. O Prefácio I, que se diz desde o primeiro domingo do Advento até ao dia 16 de Dezembro, declara que Cristo "veio a primeira vez, na humildade da natureza humana (...), e de novo há-de vir, no esplendor da sua glória". O prefácio II, que se diz desde o dia 17 até ao dia 24 de Dezembro, recorda-nos que é Cristo "que nos dá a graça de nos prepararmos com alegria para o mistério do seu nascimento".


a) As leituras

As Leituras das Missas ilustram os diversos aspectos do mistério do Advento.
Os textos do Antigo Testamento nos quatro domingos recordam doze profecias messiânicas, abrangendo um período de mais de quinhentos anos, desde a de Natã, no tempo de David, até às dos profetas da época pós-exílica. As mais importantes são as do 4º. Domingo, todas relacionadas com a maternidade de Maria: "O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa. O teu trono será consolidado para sempre" (Ano B); "De ti, Belém-Efrata, a mais modesta entre as famílias de Judá, de ti é que há-de nascer Aquele que reinará sobre Israel" (Ano C); "Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho chamado Emanuel" (Ano A).

Os Evangelhos dominicais insistem na necessidade de vigiar, pois ninguém sabe quando o Senhor chegará no fim dos tempos (1º. Domingo); falam do ministério de João Baptista (2º. e 3º. Domingos); descrevem a Anunciação do Anjo a Maria e o mistério da Encarnação do Verbo de Deus (4º. Domingo).


b) As orações

As Orações das duas primeiras semanas evocam principalmente a última vinda de Cristo no fim dos tempos: Senhor, fazei-nos esperar ansiosamente a vinda do vosso Filho, para que Ele nos encontre vigilantes na oração e alegres no seu louvor (2ªf. da 1ª. S.); Preparai, Senhor, os nossos corações para que, no dia da vinda do vosso Filho, mereçamos entrar no banquete da vida eterna (4ªf. da 1ª. S.); Deus misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo (2º. Dom.).


Mas a partir do dia 17 de Dezembro privilegiam a preparação da solenidade do Natal: Deus omnipotente, preparai-nos para acolher com alegria a glória do Salvador no seu nascimento (3ªf. da 2ª. S.); Deus de infinita bondade, fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação e celebrá-las com renovada alegria (3º. Dom.); Deus omnipotente, que o esperado nascimento do vosso Filho Unigénito nos liberte da antiga escravidão do pecado (18/12); Ao aproximar-se o nascimento do vosso Filho em nossa carne mortal, fazei-nos sentir, Senhor, a abundância da vossa misericórdia (23/12)

Trata-se de duas perspectivas complementares. O Advento recor­da e faz participar no mistério do nascimento do Filho de Deus que já veio na humildade da natureza humana e na pobreza de Belém, e que há-­de voltar no esplendor da sua glória para julgar os vivos e os mortos.


4. Teologia e espiritualidade do Advento

Começámos por dizer que o Advento foi o último tempo litúrgico a constituir-se, e que apenas é celebrado pelas liturgias ocidentais. Tal facto não significa, porém, que o Advento tenha menor importância que outros tempos do ano cristão. Apenas quer dizer que só a Igreja do Ocidente sentiu a necessidade duma preparação mais adequada para a celebração dos mistérios da primeira vinda de Cristo, no Natal, e da sua última vinda na glória, no fim dos tempos.


4.1 Vinde, Senhor

Sabemos que Cristo já veio. Aquele que os profetas anunciaram e desejaram ver fez-Se carne no seio de Maria, nasceu em Belém, foi contemplado pelos homens. Mas voltou para o Pai, onde intercede continuamente por nós.

Porém a Igreja acredita que os fiéis de todos os tempos têm necessidade de fazer experiência idêntica à dos filhos de Israel que viveram antes da vinda do Messias. Dai a sua proposta, no início de cada ano litúrgico.

As leituras do Advento fazem ouvir às comunidades cristãs de hoje a voz de Isaías que as convida a preparar os caminhos do Senhor, e a de João Baptista que proclamou estar para vir Aquele que os profetas anunciaram, e O mostrou já presente no meio dos homens.

São ainda essas leituras que Ihes permitem contemplar, em Maria, a serva de Deus que esperou Cristo com inefável amor, enquanto as orações as levam a pedir a graça de se prepararem com alegria para o mistério do seu nascimento. E quando as comunidades e cada um dos seus membros, vigilantes na oração e celebrando os louvores de Cristo repetem "Maranathá" (= Vinde, Senhor), estão a apressar a vinda definitiva d’Aquele que nos dará em plenitude os bens prometidos.

A celebração do Advento encerra uma força peculiar e uma eficácia sacramental. Através dela, o próprio Cristo, no mistério das suas duas vindas, continua a realizar a sua acção de imensa misericórdia, de tal modo que os fiéis não só as meditam, mas entram em contacto com elas, comungam nelas e por elas vivem (cf. CB 231).

As perspectivas litúrgicas da lgreja sobre o Advento não são, pois, as de um mero tempo de ontem, anterior à primeira vinda do Filho de Deus, mas principalmente as de um tempo de hoje, bem real para nós. Embora com raízes no passado, o Advento aponta prevalentemen­te para o futuro, para esse "dia do Senhor", desconhecido dos próprios Anjos. É esse dia que, cheios de confiança, nós ousamos esperar.



4.2 Vinde, Espírito Santo

No princípio, quando Deus criou o céu e a terra, o Espírito pairava sobre as águas e nelas infundiu a força criadora da vida. Na hora da Anunciação do Anjo, foi ainda o Espírito que gerou no ventre da Virgem Maria o Filho Unigénito de Deus, dando início aos novos céus e à nova terra. No princípio, o Espírito precedeu a vida; na Anunciação, precedeu o Verbo. O mesmo Espírito que esteve na origem da primeira vinda de Cristo, há-de ser invocado para apressar a segunda.

O Advento é, pois, tempo de clamar: "Vinde, Espírito Santo", pois só o Espírito é capaz de preparar a lgreja e o mundo para a vinda defi­nitiva do Filho de Deus, e simultaneamente o coração de cada homem e de cada mulher para neles se ir completando a obra da redenção que teve início na Encarnação do Verbo.

É isso o que a lgreja ensina ao orar deste modo, em três Missas do Advento: Senhor, que pela anunciação do Anjo, quisestes que a Virgem Imaculada, envolvida na luz do Espírito Santo, fosse consagrada templo da divindade, ajudai-nos a cumprir fielmente, como ela, a vossa vontade (20/12, Colecta); Senhor, santificai estes dons com o mesmo Espírito que, pelo poder da sua graça, fecundou o seio da Virgem Santa Maria (4º. Dom. Adv., SO); Senhor, que nos alimentais com o pão da vida, concedei-nos que, inflamados pelo fogo do vosso Espírito, brilhe­mos como lâmpadas resplandecentes quando vier o Senhor (17/12, DC).

Estas orações falam do Espírito Santo como Dom de Deus que precedeu Cristo na Encarnação ao descer sobre Maria, que precede Cristo no pão e no vinho para os tornar Corpo e Sangue do Redentor, que precede na vida os fiéis que comungaram, para os fazer brilhar como lâmpadas quando o Senhor vier. O Espírito, diz-nos a liturgia do Advento, vem sempre antes de tudo o que acontece na economia da salvação. Vem antes de cada celebração do Natal e virá antes da última vinda de Cristo.

O Advento preparará tanto mais o coração dos fiéis para a festa do Natal e para a última vinda de Cristo, quanto mais for tempo de inten­sa invocação do Espírito, de profunda vida na intimidade do Espírito.

Não está nas tuas mãos evitar que muitos homens e mulheres vivam um Natal sem Deus, vazio de Cristo. Mas está nas tuas mãos fazer com que o Natal comece a ser cristão em ti, se fores capaz de viver o Advento na mesma atitude em que o viveram, há muitos séculos, Isaías, João Baptista e Maria.

4.3 Viver em clima de Advento, com Maria

Os pobres de Javé são aqueles filhos de Israel que, nos tempos da Antiga Aliança, acreditaram na promessa dum Salvador, suplicaram a Deus a vinda desse dia, e souberam esperar o Messias prometido. Maria ocupa, entre esses pobres, o primeiro lugar.

O Advento é, mais do que nenhum outro tempo litúrgico, o tempo dos novos pobres de Javé, pois é no Advento que a Igreja pede com maior insistência a vinda da salvação: Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador (AE 4º. Dom. Adv); Aquele que há-de vir não tardará. Ele é o Salvador do mundo (AE 19/12); O Senhor virá com poder e majestade e iluminará os olhos dos seus fieis (AC 4ª f. 3ª. Sem); Virei sem demora, diz o Senhor, para dar a cada um a recompensa das suas obras (Sáb 2ª. Sem). Não admira, por isso, que Maria ai ocupe lugar de grande relevo (cf. Marialis Cultus, 3-4).

Deus iniciou pela Virgem Maria a obra da redenção humana, ao preservar de toda a mancha do pecado aquela que viria a ser a Mãe de Cristo (cf. Col. 8/12). É pois, com toda a naturalidade, que celebramos, nos primeiros dias do Advento, a solenidade da Imaculada, preparação radical da Virgem para a vinda do Salvador e feliz aurora da lgreja (cf. Marialis Cultus, 3).

As afirmações que melhor exprimem a fé da lgreja para com a Mãe de Deus encontram-se nos dias 17 a 24 de Dezembro: O Anjo do Senhor disse a Maria: Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus (AC 20/12); Bendita sejais, ó Virgem Maria, porque em vós se há-de cumprir a palavra do Senhor (AC 21/12); Senhor, que no seio da bem-aventurada Virgem Maria quisestes realizar o grande mistério da Encarnação do Verbo (C 17/12); Deus eterno e omnipotente, ao aproximar-se o nascimento do vosso Filho, fazei-nos sentir a abun­dância da vossa misericórdia, que O fez encarnar no seio da Virgem Maria (C 23/12). A minha alma glorifica o Senhor, porque o Todo­-poderoso fez em mim maravilhas (AC 22/12).

Mas é sobretudo no 4º. Domingo do Advento que a presença da Virgem atinge a sua máxima expressão, nas leituras bíblicas, nas orações e na bela antífona da comunhão: Eis que uma Virgem conce­berá e dará à luz um Filho chamado Emanuel (AC 4º. Dom. Adv).

A presença de Maria na liturgia do Advento tem um profundo sentido de exemplaridade. Assim como Deus pôs os olhos na humildade da sua serva, do mesmo modo os põe em cada crente que a imita. A exemplaridade de Maria há-de ser ponto de referência para a lgreja e para cada crente que, em continuidade com ela, têm a missão de preparar o mundo para a última vinda de Cristo Salvador.

Na aurora dos novos tempos, foi em Maria que a promessa feita por Deus aos patriarcas e aos profetas se transformou em Dom. Nos nossos, que são os últimos, há-de ser através de cada homem e de cada mulher que vivam à maneira de Maria, que Deus apressará a última vinda do seu Filho, e nos dará a graça de alcançarmos a herança do céu, onde, com a criação inteira, cantaremos eternamente a glória do Senhor.

 

                                                                       Continua no próximo Número



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