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Meditação sobre os nossos Defuntos, feita no Cemitério Imprimir EMail

Filigrana

 

Tu morreste, por isso venho aqui

Hoje, porque tu morreste

Mas eu sei que vives!

Verdadeira a razão que me traz aqui porque aqui te encontro

Neste dia já teu e um dia também meu

O dia de defuntos, que morrerei.

Aqui encontro-te na memória magoada

Que guardo de ti e cresce dentro de mim

No silêncio do cemitério, próximos o agora pó ou cinzas

Do corpo que foste, abraços e beijos

Olhares e ternura e carícia

Mesma mesa partilhada, mesma casa habitada

E a nossa fragilidade comum e o medo de nos perdermos

Um do outro, lágrimas e dor, que a morte ameaça o amor

O nosso vivermos um no outro, não só cada um

Nem só um com o outro mas um no outro

E morreste-me mas vives, que o amor sobrevive.

E acima de tudo o que lembro de nós um e outro, venho aqui

Hoje, entre chamas e flores a abrandar a frieza da pedra

Porque creio que tu vives!

Creio que tu vives além mim, além morte

Recriado pelo amor que entre nós foi imperfeito

Mas além tempo é burilado pelas mãos amantes d’Aquele

Que te chamou a Si morto e ressuscitado

O Senhor, Deus connosco um de nós

Na morte, com Ele ressuscitados.

Creio que Cristo morreu e Ressuscitou de entre os mortos

Vivo para sempre da vida que te dá já a beber em sorvos

da eternidade onde me esperas

para bebermos juntos da taça de ouro do amor puro.

Sem fim, fina bela filigrana.

Sim. Creio! Em Cristo ressuscitaremos!

Amo, Espero!

Amén.

                Jn, 02.11.2013 – São Cosme de Gondomar

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