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46-InformaçãoParoquial de 17 a 24 Novembro 2013 Imprimir EMail

INFORMAÇÃO  PAROQUIAL  DE  17 a 24  de NOVEMBRO DE 2013

01.  Encerra Hoje, em todas as Dioceses a Semana dos Seminários de 10 a 17 de Novembro. Os Ofertórios são para a formação dos Sacerdotes, nos Seminários.

02.  Equipa Vicarial da Familia – Reunião dia 18, 21:30h em Valbom.

03.  Reunião dos Catequsitas do 3.º, 6.º e 10.º Ano – Dia 18 – 11, 21,30h, na Matriz.

04.  Comissão Festas Sacerdotais – Dia 19 Novembro 21:30h.

05.  CAE(Conselho Assuntos Economicos) – Reunião dia 19, 21:30h

06.  CPCM(Conselho Pais Catequese da Matriz) – Reúnem dia 20, às 21:30h na Matriz

07.  Exposição do Santíssimo – Continua o Santíssimo Exposto das 9.30h,às 22:30h na Igreja Matriz.Próxima Quinta-Feira, dia 21, a Adoração das 21:30h às 22:30h será orientada pela Catequese. Convidamos toda a Catequese e seus pais.

08.  Encerramento Ano da Fé – Na Sé do Porto,Domingo dia 24 de Novembro às 16:00h

09.  Semana Paroquial da Caridade – 24 de Novembro a 01 de Dezembro.

10.  EPM(EscolaParoquial Musica) – Apresentação à Comunidade, dias:  dia 23 e 24 de Novembro, na Missa das 16:30 e 11,00h respetivamente.

11.  Encontro Nacional de Bandas No Multiusos – Dias 23/24 de Novembro. Local Pavilhão Multiusos de Gondomar. Nestes dias e neste espaço desfilarão 12 Bandas Filarmónicas que ao longo dos dois dias terão oportunidade de dar a conhecer o que de melhor se faz em Portugal nesta vertente musical. Entrada livre. Ver Programa afixado nos locais habituais.

12.  Está a distribuir-se o Jornal paroquial Caminhando. É o número de Outubro.

13.  DIREITOS PAROQUIAIS – Estamos no S. Miguel. Ocasião para todas as Famílias cristãs participarem na missão da Igreja, pagando os Direitos Paroquiais. É uma obrigação anual de todas as Famílias. Em Portugal, está indicado a partilha em todas as Eucaristias, nas Campanhas e sempre que solicitados. Além disso os Direitos Paroquiais, para quem puder: um Dia de Rendimento da Família para a Comunidade. Quem não puder, ou precisar de apoio, estará totalmente à vontade propondo a situação.

         ACONTECE PROXIMAMENTE – REGISTE JÁ E RESERVE DISPONIBILIDADE

v  Com o Tema: LITURGIA E PARTICIPAÇÃO, Reunião para todos os Maestros, Responsáveis de Coros, Salmistas e Organistas. Orienta a formação o Prof. Doutor Paulo Antunes. Dia 26 de Novembro,às 21:30h, no Salão Paroquial. Com o tema – Liturgia e participação/Após o Ano da Fé, iremos aprofundar a evangelização e educação da Fé por meio da Liturgia e dos Coros litúrgicos.

v   ATENÇÃO ESPECIAL AS FAMÍLIAS: No quarto Domingo de cada mês, na Missa da 11h, na Igreja Paroquial: Bênção da Mãe e Filho após o Parto. Normalmente a coincidir com a Bênção aos Noivos, acolhidos nesse mês. Próxima bênção da Mãe e Filho depois do Parto: 24-11 – 11.00h.

v  Pastoral Paroquial Saude-Reunião dia 25.

v  Oração com as Famílias e pelas Famílias: dia 25 de Novembro na Matriz, às 21,30h. Em tempos tão dificeis para as Famílias, na oração do Rosário está conforto e esperança. Família que reza unida permanece unida.

v  O Social Debate – Dia 27 de Novembro às 14:00h, Auditório Hospital Fernando Pessoa. Ver Programa próprio.

v  Comissão Instaladora CPP(Conselho Paroquial Pastoral) – Reune dia 28-11, às 21:30h.

v  Assembleia Paroquial – dia 29 de Novembro, 21:30h na Matriz. Momento de todos os Paroquianos se juntarem, dialogarem, olharmos juntos os desafios que nos afligem e criarmos comunhão, força e unidade para vencermos juntos tantas dificuldades.

v  Noite de Oração uma Prenda para Deus – Em plena Semana da Caridade, os Adolescentes do 9º ano da Matriz, convidam todos os Paroquianos a participar numa hora de Oração, dia 29 de Novembro das 21:30h às 22:30h, na Matriz – O bilhete de entrada será um alimento de (fácil conservação)que será doado a familias carenciadas da Comunidade. Assim juntam o Amor a Deus e aos Irmãos, especialmente carecidos.

v  Abertura  Ano Pastoral e Dia de Santo Elói – Padroeiro dos Ourives: Na Missa das 11h, dia 1 Dezembro na Matriz. Neste Domingo – 01 de Dezembro – Iniciamos Novo Ciclo Litúrgico – Ano A, com o Evangelista S. Mateus, preparando o Natal de Jesus.

 

v  Marcação de Casamentos para 2014 –Já podem fazer a marcação de todos os Casamentos. Agradecemos muito, que façam também a Marcação das bodas de Prata e Ouro para 2014, a partir desta data. Com antecedência para poderem fazer uma bela preparação pastoral.

 

v  Quem pensa Batizar Filhos, ou ser Padrinho/Madrinha, precisa aparecer sempre com muita antecedência: no mínimo 3 meses. A Bênção das Mães grávidas e depois do Parto, é momento feliz para esta preparação. A Bênção após o Parto, para Mãe e Filho, é também um momento necessário na preparação do Sacramento do Batismo.

v   

 

EM 2013

BÊNÇÃO DAS MÃES GRÁVIDAS EM 2013

Em Comunidade, próximo Dia 22 de Dezembro – 11h – Igreja Matriz.

Sempre que solicitadas.

 

BÊNÇÃO DA MÃE E DO FILHO, APÓS O PARTO – Sempre que solicitada.

Em Comunidade – Ao quarto Domingo do mês; às 11h, na Igreja Matriz: 

- 22 de Setembro na Matriz, às 11h;   

- 27 de Outubro na Matriz, às 11h;   

- 24 de Novembro na Matriz, às 11h;  

- 29 de Dezembro na Matriz, às 11h

Agradecemos façam sempre inscrição prévia na Sacristia

ou por mail, para facilitar o acolhimento.

 

EM 2014

B ê n ç ã o    d a s    M ã e s    G r á v i d a s    e m    2 0 1 4

Sempre que solicitada.

E…

*  19 de Março, 21,30H – Em S. José;      

*  04 de Maio,19H– Na Matriz;             

*  07 de Setembro, 19H – Na Matriz;      

*  21 de Dezembro, 11H – Na Matriz.

 

BÊNÇÃO DA MÃE E DO FILHO, APÓS O PARTO em 2014

Nos seguintes Domingos, na Igreja Matriz:

26/Janeiro=11h;    

23/Fevereiro=11h, na Igreja Matriz;  

23/Março=11h, na Igreja Matriz;  

27/Abril=11h, na Igreja Matriz;     

25/Maio = 19H, na Igreja Matriz;   

22/Junho=11h, na Igreja Matriz;   

28/Setembro=11h, na Igreja Matriz;

26/Outubro=11h, na Igreja Matriz;  

23/Novembro=11h, na Igreja Matriz;  

28/Dezembro=11h, na Igreja Matriz

Agradecemos façam sempre inscrição prévia na Sacristia

ou por mail, para facilitar o acolhimento.

 

Ano 2017 Centenário da Senhora do Rosário de Fátima. Tema do Ano 2013: «Não tenhais medo»

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DOMINGO XXXllI – Tempo Comum C 

EVANGELHO Lc 21, 5-19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: «Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído». Eles perguntaram-Lhe: «Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?». Jesus respondeu: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». Disse-lhes ainda: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu. Mas antes de tudo isto, deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas». Palavra da salvação.

Páginas de apoio litúrgico:

Dehonianos, Sacerdotes do Coração de Jesus E Secretariado Nacional de Liturgia

O Pároco de Gondomar/S. Cosme e S. Damião saúda a todos os visitantes deste sítio. Sentimo-nos unidos na alegria da mesma Fé, na comunhão do Espírito Santo e também por este meio. Aceitem os votos e cumprimentos da nossa Comunidade Paroquial, assim como as nossas orações por todos. Para si, nesta situação espiritual vaio nosso afeto e amizade em Cristo. Aos Casais a celebrara 05, 10, 25 ou 50 Anos de Vida e Comunhão conjugal, o nosso sentido abraço e Parabéns. Às Famílias de luto recente,  os nossos respeitosos pêsames, em esperança. Possam na Oração em Família e na santa Missa, encontrar o conforto e ânimo que desejam e só o Senhor Jesus pode dar. Boa semana. O Pároco: P. Alípio Barbosa

 

 

 

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – REI DO UNIVERSO.

Viva Cristo Rei!

Sabe-se que a Igreja encerra seu Ano Litúrgico com a Solenidade Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. No entanto, poucos se dão conta de que se trata de uma festa relativamente recente, pois só foi instituída em 1925, portanto há menos de cem anos.

Mas o que levou o papa Pio XI a dedicar a primeiríssima encíclica de seu pontificado à criação de uma festa de Cristo Rei? (cf. carta encíclica Quas primas, 11/12/1925).

No início do século XX, o mundo, que ainda estava se recuperando da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio à Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia, a revolução maçônica no México, anti-clericalismos e governos ditatoriais grassavam por toda parte.

É neste contexto que, sem medo de ser literalmente “politicamente incorreto”, o papa Pio XI institui uma festa litúrgica para celebrar uma verdade de nossa fé: mesmo em meio a ditaduras e perseguições à Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a reinar, soberano, sobre toda a história da humanidade.

Recordar que Jesus é Rei do Universo foi um gesto de coragem do Santo Padre. Com as revoluções que se seguiram ao fim do primeiro conflito mundial, em 1917, o título de Cristo Rei tornara-se um tanto impopular. Se o Papa tivesse exaltado Jesus como profeta, mestre, curador de enfermos, servo humilde, vá lá! Qualquer outro título teria sido mais aceitável. Mas Cristo Rei?!…

Mesmo assim, nadando contra a correnteza e se opondo ao secularismo ateu e anti-clerical, o Vigário de Cristo na terra instituiu esta solenidade para nos recordar que todas as coisas culminam na plenitude do Cristo Senhor: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as coisas” (Ap 1, 8). É necessário reavivar a fé na restauração e na reparação universal realizadas em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história.

Com esta solenidade o Papa Pio XI esperava algumas mudanças no cenário mundial:
Que as nações reconhecessem que a Igreja dever estar livre do poder do Estado (Quas primas, 32).
Que os líderes das nações reconhecessem o devido respeito e obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo (Quas primas, 31).
Que os fieis, com a celebração litúrgica e espiritual desta solenidade, retomassem coragem e força e renovassem sua submissão a Nosso Senhor, fazendo com que ele reine em seus corações, suas mentes, suas vontades e seus corpos (Quas primas, 33).

Encerrar o Ano Litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei é consagrar a Nosso Senhor o mundo inteiro, toda a nossa história e toda nossa vida. É entregar à sua infinita misericórdia um mundo onde reina o pecado.

Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei. Nosso Salvador responde que seu Reino não é deste mundo. Ou seja, não é deste mundo “inventado” pelo homem e pelo pecado: o mundo da injustiça, da escravidão, da violência, do ódio, da morte e da dor. Ele é rei do Reino de seu Pai e, como rei-pastor, desde o alto da cruz, guia a sua Igreja em meio às tribulações.

Sabemos que o Reinado de Cristo não se realizará por um triunfo histórico da Igreja. É isto que nos recorda o Catecismo da Igreja Católica em seu número 677. Mesmo assim, no final, haverá sem dúvida uma vitória de Deus sobre o mal. Só que esta vitória acontecerá como acontecem todas as vitórias de Deus: através da morte e da ressurreição. A Igreja só entrará na glória do Reino se passar por uma derradeira Páscoa. A Esposa deve seguir o caminho do Esposo.

É assim que, nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos mártires Cristãos de nossa história recente. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “viva Cristo Rei!”

 

Solenidade de N. Sr. Jesus Cristo Rei do Universo                           

Documentos - Homílias 2006

1. Introdução

A "Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo", no termo do Ano Litúrgico, constitui um momento forte de contemplação e de glorificação da Pessoa de Jesus, no seu mistério e missão. Alegramo-nos, com toda a Igreja, e também nós aclamamos o Senhor com as antífonas da Liturgia das Horas (Vésperas I):

- " Senhor do mundo e Rei dos corações, a Vós louvor e glória eternamente ".

- "A Cristo pertence o poder, a honra e a realeza: todos os povos, línguas e nações Ohão-de servir para sempre".


Celebrar a Solenidade de Cristo-Rei é celebrar a missão de Cristo, o seu projecto, a sua obra; é consciencializar a parte que todos temos nela e as implicações dela na nossa vida, avivando a fé e a alegria de nos sentirmos chamados e enviados para o mundo, para a sociedade de hoje, a semear e implantar os valores do Reino de Deus.

2. A Mensagem da Liturgia

À luz das Leituras bíblicas, que acabam de ser proclamadas, que sentido deve ter para nós a Solenidade de Cristo-Rei? Que significado tem a realeza de Cristo?
A 1.ª leitura ( Dan 7,13-14) insere-se no quadro das visões do profeta Daniel, marcadas pelo sofrimento do Povo de Israel, vítima da violência, da perseguição e da opressão dos grandes reinos, que ele compara a animais ferozes. Daniel interroga-se: - Poderia Deus assistir indiferente à opressão do Seu povo? - E dá a resposta no texto que escutámos, referindo uma nova visão plena de esperança:
[.] Sobre as nuvens do céu veio alguém semelhante a um filho de homem. [.] Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram [.] O Seu reino não será destruído ".

Com esta promessa, escrita cerca de 160 anos antes do nascimento de Jesus, Daniel quer infundir coragem e esperança no seu povo. Israel está a sofrer a dura perseguição do rei Antíoco Epifânio, mas tal opressão vai terminar!

Só com a vinda de Jesus a profecia se realizou plenamente. Como escreve um comentador "antes d'Ele, os reinos que se sucederam inspiraram-se todos e sempre no mesmo princípio: o domínio do mais forte. Ele (Jesus) revolucionou os valores, colocando no vértice não o poder, mas o serviço, e introduzindo no mundo uma lógica nova, a do coração do homem", a lógica do amor-caridade.
A 2.ª leitura ( Ap 1, 5-8), também ela mensagem de esperança e encorajamento para os cristãos perseguidos, numa comunidade da Ásia Menor, retoma, na última parte, as palavras de Daniel: " Ei-l'O (Jesus) que vem sobre as nuvens e todos os olhos O verão ". É o grito da vitória: " A Ele a glória e o poder pelos séculos. Ámen . [.] Sim, Ámen. Eu sou o Alfa e o Ómega ", diz o Senhor Deus, " Aquele que é, que era e há-de vir, o Senhor do Universo ".

É, no entanto, no texto do Evangelho ( Jo 18, 33-37), no conhecido diálogo com Pilatos, que Jesus se afirma rei e dá o sentido da Sua realeza. Pilatos só conhece os "reinos" dos senhores deste mundo, na sua ambição e no seu domínio. Jesus, que tinha desiludido as expectativas messiânicas dos discípulos e se havia retirado, quando o povo o quis proclamar rei ( Jo 6, 15), agora, diante de Pilatos, prisioneiro das autoridades romanas, agora que parece vencido, é que proclama " É como dizes: Sou rei ", mas não deixando lugar a qualquer equívoco : " O meu reino não é deste mundo ".
Com estas palavras Jesus não quis referir-se a um reino puramente espiritual, que nada tem a ver com as realidades deste mundo. É um reino com características e valores diferentes : é o projecto do mundo novo , prometido pelos profetas e anunciado como iminente por Daniel; é o Reino de Deus que Ele veio anunciar, testemunhar e implantar no meio dos homens; é o Reino que começa no íntimo de quem o acolhe, pela conversão ao amor-serviço, em referência ao Homem Novo que é o próprio Jesus, na entrega total que Ele fez de si mesmo ao Pai por todos os homens; é o Reino que cresce e se implanta, com atitudes novas de serviço e partilha, instaurando um novo tipo de relações entre os homens, as instituições e os povos.

Em síntese, como se canta no Prefácio de hoje, " oferecendo-Se no altar da cruz ", Cristo consumou o mistério da redenção humana e entregou ao Pai " um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz ". Aqui está condensado o nosso programa e o nosso compromisso de discípulos: viver, testemunhar e lutar pela implantação dos valores do Reino: a verdade e a vida, a santidade e a graça, a justiça, o amor e a paz! Assim se reflecte a realeza de Jesus, assim contribuímos também nós para transformar este mundo dos homens em Reino de Deus!

3. Unidade e compromisso na diversidade de carismas

" Ide e anunciai a Boa Nova a toda a criatura " foi a palavra de ordem de Jesus aos Apóstolos e a todos os seus discípulos. "Enviados" foram todos, ainda que com responsabilidades diferentes. A missão é comum e a assumir em corresponsabilidade, disponibilizando-se cada um deles a partilhar, com alegria, os dons recebidos.
Na reflexão que as Jornadas do Apostolado dos Leigos proporcionaram, ontem, aos Movimentos, Associações e Obras Laicais da Diocese, em conjunto, numa actividade importante como expressão e factor de comunhão eclesial , fizemos memória da enorme Graça que foi o Concílio Vaticano II para a Igreja e para o Mundo, há 40 anos e com plena actualidade, clamando ainda hoje pela vivência do seu espírito e de muitas das suas orientações.

Bem fez João Paulo II quando, por ocasião do Congresso Jubilar dos Movimentos e Obras Laicais, no ano 2000, entregou os Documentos Conciliares a Leigos representantes dos cinco continentes. Foi um convite a relermos o Concílio Vaticano II , tendo os olhos e o coração abertos às novas realidades do nosso tempo, e a acolhermos as interpelações do Espírito de Deus, relativamente à nossa vida apostólica pessoal e de membros comprometidos nas instituições da Igreja.
A explosão de novos Movimentos e Comunidades no Pós-Concílio - verdadeira "Primavera da Igreja", como lhe chamou o Papa - e a força de tantas outras instituições eclesiais já então existentes, que se empenharam e souberam renovar-se, revelam bem a diversidade de dons e carismas , que o Espírito Santo sempre concede à Igreja.
Na actividade apostólica da Igreja há lugar para todos - pessoas e grupos, desde que assumam os próprios carismas, respeitem e tenham na devida conta os carismas dos outros, e se dêem as mãos em profunda comunhão eclesial no sentido da missão. Conforme escreveu Bento XVI ao II Congresso Mundial dos Movimentos e Novas Comunidades (Roma, Pentecostes de 2006), esta comunhão pressupõe e manifesta-se no " espírito de adesão aos legítimos pastores ", no acolhimento das orientações " não só do Sucessor de Pedro, mas também dos Bispos das diversas Igrejas locais, que são, juntamente com o Papa, os guardiões da verdade e promotores da caridade na unidade ".
Como sabeis, aquele Congresso e o Encontro das Instituições Laicais com o Papa no último Pentecostes, teve por tema " A beleza de ser cristão e a alegria de o comunicar ". Está aqui o grande desafio que hoje nos é feito: sermos testemunhas da beleza de Cristo e do seu Evangelho no coração do nosso mundo pós-moderno. Idêntico apelo fazia Bento XVI aos jovens, na Jornada Mundial de Colónia, em Agosto de 2005: " Procurai ajudar a descobrir que ser cristão é belo "!

Irmãos, como transmitir o esplendor da beleza de Cristo ao mundo de hoje? - É a resposta a esta questão que nos poderá colocar nos caminhos da "nova evangelização", tida hoje como a grande prioridade pastoral. É preciso "anunciar ao mundo que o Evangelho não é utopia, mas caminho para a vida plena; que a fé não é um fardo, um jugo que pesa sobre o homem, mas a aventura fascinante que lhe restitui a sua plena humanidade, toda a liberdade e dignidade de filhos de Deus; que Cristo é a única resposta ao desejo de felicidade que transportamos dentro do nosso coração". (Mons. Estanislau Rylko, na abertura do Congresso).

 

4. Vivência e transmissão da fé na família

Se é importante o empenho da Igreja Diocesana na "Nova Evangelização", em termos gerais, não é menos importante a atenção a prestar especialmente pelos Leigos às questões da Família e da Vida. Sentimos para isso as interpelações que nos chegam tanto por força das próprias realidades em si mesmas - família e vida, como pelo contexto actual da vida da Igreja e da Sociedade Portuguesa.
No âmbito eclesial não podemos esquecer o V Encontro Mundial das Famílias com o Papa Bento XVI, no início do mês de Julho p.p., com tantos ensinamentos e testemunhos sobre a vivência da fé e a transmissão da fé na família, e os inerentes desafios à implementação ou renovação da pastoral familiar. Do mesmo modo não podemos deixar de assinalar o 25.º aniversário da Exortação Apostólica pós-sinodal Familiaris consortio de Sua Santidade João Paulo II, ocorrido na passada quarta-feira, dia 22 de Novembro; ela continua a ser, de alguma forma, a Carta Magna da doutrina e do ensinamento pastoral da Igreja no que se refere à família e ao seu serviço à vida. Ninguém esquece o grito de João Paulo II " Família, torna-te aquilo que és! ", convidando as famílias a viverem o ideal cristão de família, vencendo crises e obstáculos que tantas vezes o dificultam ou impedem.

No âmbito sócio-político, as questões da família e da vida revestem-se, actualmente, de particular importância e acuidade. Já o referia a Comissão Episcopal do Laicado e Família na Nota Pastoral a propósito da última Semana da Vida, em Maio p.p., ao escrever: " Não podem deixar de nos preocupar, neste momento, alguns aspectos da cultura ambiente que são abertamente contrários à cultura da vida tal como a tradição da Igreja a entende, e certos comportamentos que se vulgarizam e questões que apontam para nova legislação, sem salvaguardar a prioridade do serviço à vida e o respeito pela dignidade humana" .

Entretanto foi publicada a Lei da Procriação Medicamente Assistida (Lei 32/2006, de 26 de Julho) e aprovada no Parlamento a proposta de novo referendo para a chamada despenalização do aborto.

Neste contexto é importante, sem dúvida, que os católicos conheçam e saibam afirmar os princípios relativos aos direitos fundamentais da pessoa humana, o primeiro dos quais é o direito à vida. Saibam discernir o que é exigência da própria natureza, da moral natural, e o que é imperativo da fé, da moral cristã. Esclareçam as suas consciências e sejam capazes de agir em conformidade e coerência: quando estão em causa direitos fundamentais da pessoa humana a "razão" terá de prevalecer sobre as razões do "coração", designadamente nas Leis, tanto no caso da PMA como no caso do aborto, seja na lei vigente, seja noutra que venha a ser promulgada. As razões da inteligência e da consciência moral terão de prevalecer sobre as razões da ordem do sentimento e da compaixão.
Quanto à PMA, o que está em causa e importa salvaguardar, em consciência, é o respeito pela vida e dignidade do embrião, como ser humano que é; na verdade, nem tudo o que é tecnicamente possível é aceitável do ponto de vista da ética natural e da moral cristã.
Quanto ao aborto, a Igreja sempre o condenou, porque considera que desde o primeiro momento da concepção, existe um ser humano, com toda a sua dignidade, com direito a existir e a ser protegido. Trata-se de um valor universal, de ética natural e não apenas de um preceito da moral religiosa; e é por isso que há muitos homens e mulheres que, não sendo crentes, são contra o aborto. Deixar-se conduzir pela "razão" e pela fé não significa menosprezar o "coração", esquecer a dor e o sofrimento das pessoas, as razões de ordem moral, social, económica e outras que as levam a abortar. Ser pela "cultura da vida" obriga a defendê-la e a promovê-la, a procurar soluções e respostas positivas, com justiça e sentido de fraternidade, com "coração", afinal!

Em recente Nota Pastoral ( Razões para escolher a vida - Fátima, 19 de Outubro de 2006), o Conselho Permanente da CEP, depois de apresentar "as razões para votar 'não' e escolher a vida", conclui deste modo: " Pedimos a todos os fiéis católicos e a todos quantos partilham connosco esta visão da vida, que se empenhem neste esclarecimento das consciências. Façam-no com serenidade, com respeito e com grande amor à vida. E encorajamos as pessoas e instituições que já se dedicam generosamente às mães em dificuldade e às próprias crianças que conseguiram nascer ."

5. Conclusão

Irmãos, ao celebrarmos a Solenidade de Cristo Rei, conscientes do seu significado e das suas implicações na nossa vida de cristãos, chamados e enviados a construir o reino de Deus no meio dos homens, eu quero dizer-vos, com o Papa Bento XVI (Congresso dos Leigos, Roma, 31/5 - 2/6/2006):

- "Levai a luz de Cristo para todos os ambientes sociais e culturais em que viveis"

- "Iluminai a obscuridade do mundo transtornado pelas mensagens contraditórias das ideologias"

- "Colocai neste mundo conturbado o testemunho da liberdade com que Cristo nos libertou"

- "Tornai-vos construtores de um mundo melhor, segundo a ordem do amor"

E em comunhão com toda a Igreja, seja esta, hoje, a nossa súplica:

SENHOR, VENHA A NÓS O VOSSO REINO!

D. António José Cavaco Carrilho, Bispo Auxiliar do Porto

De:

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1119:solenidade-de-n-sr-jesus-cristo-rei-do-universo&catid=86:homilias-2006&Itemid=165

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