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37-Informação Paroquial de 15 a 22 de Setembro 2013 Imprimir EMail

INFORMAÇÃO  PAROQUIAL  DE 15 A 22 DE SETEMBRO DE 2013

01.   Festa de Nossa Senhora das Dores: neste Domingo 15, dia exato de N. S. Dores, Missa solene às 11h.

 

02.   Equipa Paroquial de Batismos – Reúne Dia 16, 21,30h. Equipa vicarial da Família – Reúne dia 16, em S. Pedro da Cova, às 21,30h.

 

03.   Comissão das Festas Sacerdotais – Reunião na Matriz, Dia17 às 21:30h.

 

04.  MEC(MINSTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO) DE TODA A PARÓQUIA: Reúnem Dia 18 de Setembro, às 21,30h, na Igreja Matriz.

 

05.  Todos os Catequistas do 11.º Ano para o Crisma – Reúnem com o Pároco, Dia19, na Matriz, 21,30h.

 

06.  CPCM – Conselho de Pais da Catequese da Matriz, Reúne Dia20 de Setembro, às 21,30h.

 

07.  MISSA DAS 11H, NA MATRIZ, especialmente com as Famílias – Domingo – 22 de Setembro. Todos os Quartos Domingos do Mês, fazemos a Missa das 11h, na Igreja Paroquial, com intenção especial e gesto pelas Famílias. Compareçam, Pais, Filhos e Netos. Faremos também a Bênção da Mãe e Filho, após o Parto. Instantes muito felizes.

 

08.  Coro Vida Nova – Celebra neste Domingo, 22 de Setembro, 21 Anos, de serviço à Paróquia, especialmente na animação da Eucaristia das 09,30h. O Senhor a todos conceda os melhores dons.

 

09.  FESTAS N.Sª. SRª. DO ROSÁRIO – Peditório por toda a Paróquia. Os irmãos da Confraria do Rosário, continuam a visitar todas as Famílias. Levam o Programa das Festas, convidam toda a Família a participar e recolhem os donativos, para a Festa Nossa Senhora do Rosário, S.Cosme e S. Damião. Dentro das nossas possibilidades, sejamos bons acolhedores. A Sra. Rosário e os nossos Padroeiros, nos alcancem todos os Bens temporais, como trabalho, saúde e os Bens eternos.

 

10.  CRISMA PARA ADULTOS, com mais de 21 Anos. Quem não está crismado, não tem a Iniciação Cristã. Precisa urgentemente celebrar o Sacramento da Confirmação. Devem inscrever-se rapidamente, para iniciar muito em breve. O Prazo de Inscrição termina a 29 de Setembro 2013.

 

11. A Câmara Municipal de Gondomar,, atribuiu um Subsídio para as Obras da Capela da Ressurreição: 37.500,00€(Trinta e sete Mil e Quinhentos Euros). Num gesto maravilhoso de cooperação com a qualidade de vida e conforto dos cidadãos de Gondomar; no reconhecimento do serviço público que a Capela da Ressurreição presta, em momentos tão difíceis às famílias. O senhor Presidente da Câmara, Major Valentim Loureiro, sempre apoiou o verdadeiro progresso, humano e sustentável. Estamos muito gratos por mais esta cooperação com as Paróquias. Rezamos sempre por todos os governantes: o Senhor lhes conceda, saúde, todos os Bens. Um especial Bem-haja ao Dr. Fernando Paulo que foi o grande promotor e interlocutor em todo este processo. Acolheu o nosso pedido, manifestando sempre profundo interesse, visitando a Obra pronta e simplificando os acessos. Aqui fica o público e institucional reconhecimento. O obrigado de todos os Paroquianos de Gondomar/S. Cosme, por tudo o que têm feito.

 

12.  Marcação de Casamentos para 2014 –Já podem fazer a marcação de todos os Casamentos. Agradecemos muito, que façam também a Marcação das bodas de Prata e Ouro para 2014, a partir desta data. Com antecedência para poderem fazer uma bela preparação pastoral.

 

13.  Quem pensa Batizar Filhos, ou ser Padrinho/Madrinha, precisa aparecer sempre com muita antecedência: no mínimo 3 meses. A Bênção das Mães grávidas é momento feliz para esta preparação. A Bênção após o Parto, para Mãe e Filho, é também um momento necessário na preparação do Sacraemnto do Batismo.

 

14.  DIREITOS PAROQUIAIS - Todas as Famílias cristãs, tê o direito e o dever de participar na missão da Igreja: na Caridade, na promoção da Justiça Social e Dignidade Humana, no Apostolado e na partilha de Bens: espirituais e materiais, do Ser e do Ter. É uma obrigação anual de todas as Famílias. Em Portugal, está indicado a partilha em todas as Eucaristias, nas Campanhas e sempre um Dia de Rendimento da Família para a Comunidade. Quem não puder, ou precisar de apoio, estará totalmente à vontade propondo a situação

 

ACONTECE PROXIMAMENTE – REGISTE JÁ E RESERVE DISPONIBILIDADE

v  Grupo da Pastoral Paroquial da Saúde – Reúne Dia 23 de Setembro, 21,30h, na Matriz.

v  CAE (Conselho Assuntos Económicos)-Reunião dia 24 Setembro 21.30h.

v  Direção da Escola Paroquial de Música – Reúne dia 23, às 21,30h

v  Concerto dos Padroeiros – Com o Grupo Coral Kyrios no Auditório Municipal de Gondomar Dia 24 de Setembro às 21:30h.Convidam-se todas as Famílias, com seus Filhos e Netos.

v  Convívio na Tenda da Amizade – Dia 28 de Setembro, com a Zona da Matriz e Ramalde. Ocasião para encontro de Famílias e Jovens, em ambiente de Rosário.

v  Missa em Honra de S. Miguel- Dia 29 de Setembro, às 11h na Igreja Matriz.

v  ABERTURA DIOCESANA DO ANO CATEQUÉTICO, com TODOS OS CATEQUISTAS DA NOSSA IGREJA: Dia 28 de Setembro, na Nave de Espinho. Informam-se todos os Catequistas, que é imprescindível a participação neste I Encontro Diocesano de todos os Catequistas. Inscrevam-se, rapidamente, nos vossos Centros.

 

O Pároco de Gondomar/S. Cosme, saúdo a todos os Navegantes deste Sítio.

Às Famílias de luto, com Doentes e Idosos acamados, ou noutras situações, que S. Cosme e S. Damião que celebramos neste mês de Setembro, interceda por todos os seus devotos e nossos Paroquianos.

Palavra de saudação e especial voto de tempo fecundo, a todos os que vão retomar a Catequese: os Pais, os Catequistas, os Conselhos de Pais e todos vós Catequisandos.

A todos os Servidores da nossa Comunidade, das Confrarias, à Liturgia, Catequese, Caridade e Obras da Paróquia, cumprimentos fraternos e o desejo dum profícuo mês de Setembro.

Vosso Pároco: P. Alípio Barbosa

 

Ano 2017 Centenário da Senhora do Rosário de Fátima. Tema do Ano 2013: «Não tenhais medo»

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DOMINGO XX IV– Tempo Comum C  EVANGELHO –Lc 15, 1-10

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento. Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda até a encontrar? Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa».
Palavra da salvação.

Página de apoio litúrgico: Dehonianos, Sacerdotes do Coração de Jesus E Secretariado Nacional de Liturgia

A BELEZA DA LITURGIA – GRANDE MEIO PARA A NOVA EVANGELIZAÇÃO

Com a devida vénia, transcrevemos alguns trechos, muito assertivos e científicos, do Revmo. Senhor Dr. Jorge Barbosa, Organista, Músico e digníssimo sacerdote da Diocese de Viana do Castelo.

MÚSICA NO MATRIMÓNIO: Não? Sim? E que Música?

Escutemos que investigou, e sabe por experiência própria:

“CANTAR É PRÓPRIO DE QUEM AMA…”

A MÚSICA NAS CELEBRAÇÕES DE MATRIMÓNIO

“Cantar é próprio de quem ama;

e daquele que está tomado pelo santo fervor

de um santo amor”

(SANTO AGOSTINHO, Sermão 336, 1)

Continuação: …

2. O sentido da festa e a profanidade nas celebrações

É verdade que o ambiente festivo que envolve as celebrações dos matrimónios sempre apresentou um lado marcadamente profano, o mesmo que se pode encontrar em outras manifestações de carácter popular, marcadas pela tradição e costumes, e até na temática das canções do folclore; a celebração do matrimónio não se poderá nunca separar daquela dimensão iniciática que a mesma representa para a cultura popular e, queiramos ou não, é esta dimensão iniciática que vem à superfície no momento de pensarmos o matrimónio em termos de acto social e festivo.

 

E “durante as grandes festas de iniciação com que os jovens são acolhidos na comunidade dos adultos, não são só os próprios noviços que são libertados das leis e regras do quotidiano”,[1] mas todos, de certa forma se sentem dispensados das regras comuns. Foi também em rituais mais antigos que “o cristianismo inculturou os sacramentos, assumindo os valores humano-religiosos de tais rituais, e incorporando neles os novos conteúdos provenientes não já do mero sentido cósmico-antropológico, mas da própria história da salvação”.[2].Por isso mesmo, a música que envolve os ritos matrimoniais facilmente deixa transparecer o ambiente da ritualidade pagã anterior, consciente ou inconscientemente assumido pelos actores e protagonistas de um novo ritual que esquece a dimensão litúrgica dos sacramentos. Para uma verdadeira compreensão deste fenómeno, precisamos por isso de “captar o sentido e a função da música dentro de um contexto social determinado, em que serve como veiculo de expressão ou catarse, de pena, apego, perda, sensibilidade (…) pois a música acentua os efeitos psicológicos e a coesão do grupo através de certos rituais e da transmissão de significados culturais importantes nos textos das canções”.[3]

 

A celebração do casamento e a ritualidade envolvente – na igreja ou no banquete – sempre foi e será marcada pelo ambiente de festa. Ora a festa representou desde sempre um profundo contraste com o quotidiano, uma certa rebeldia para com as instituições e o poder, um sentido de transgressão das regras e convenções, sejam quais forem e venham de onde vierem.[4] É isso que encontramos em algumas manifestações marcadas pela excentricidade, próprias do homem medieval, e cujos vestígios poderemos ainda identificar em algumas práticas dos nossos dias e em atitudes que ultrapassam os cânones do seu comportamento habitual.[5]

Como interpretar a forma de viver e agir do povo cristão que se exprime particularmente em momentos de euforia colectiva como o Carnaval, em festas de santos, ou de índole mais particular como seja uma festa de casamento? É notória aqui a relação inseparável entre a festa, o riso e uma vivência particular da liberdade; esta forma de expressar e exteriorizar a liberdade, constituía um direito que sempre se respeitou como sagrado, embora num espaço muito limitado: o tempo da Festa.[6]

Celebrar uma festa era e é ainda, em muitos casos, a oportunidade de gozar o espaço de liberdade e de afirmação do povo, não sendo de esperar muito que, nesse contexto, as pessoas tivessem facilidade em obedecer a regras. Na festa, na diversão, e no sentido de liberdade e de exagero que as caracterizava, se exprimia a verdade, a forma autêntica de ser do povo. É que “o riso supera o medo, não tem proibições ou restrições, enquanto que o poder, a violência e a autoridade nunca falam a linguagem do riso. O riso é uma vitória sobre o medo moral, o medo perante os tabus, perante o proibido que é, muitas vezes, confundido com o sagrado. Ao contrário deste lado risível da sociedade medieval, havia a seriedade formada pelo medo, pela fraqueza, pela resignação, pela mentira, pela hipocrisia, e ainda pela violência, pela intimidação, pela ameaça ou pela proibição. Os poderosos conseguiam a seriedade exigindo. Essa seriedade forçada provocava, no povo, a desconfiança. Era por isso que, nos dias de festa, na praça pública, o povo tirava a máscara da compostura habitual e, no meio de zombarias e comédias, brincadeiras e sarcasmos vinha à tona a outra verdade.[7]

O homem medieval tinha, por assim dizer, duas vidas: a oficial e a burlesca; podia mesmo unir a assistência piedosa à missa com paródias divertidas do culto oficial na praça pública; ele não conseguia separar muito claramente as manifestações do sagrado e as do profano, pois, na festa, tudo de misturava e confundia, por exemplo em determinadas manifestações culturais como eram as representações dos "milagres" ou "mistérios"[8].  Para nos darmos conta de tal facto basta contemplar as miniaturas de manuscritos medievais, as pinturas e determinadas representações das igrejas. Há representações de pesadelo, alucinação e demência à mistura com representações piedosas; há formas humanas à mistura com formas de animais ou vegetais; há por todos os cantos diabos e saltimbancos sarapintados, exibindo as suas acrobacias.

 É quase um ambiente medieval o que vamos encontrar em algumas tradições populares, em canções e manifestações em honra dos santos, e na própria vida das populações: as orvalhadas ou fogueiras do S. João representavam ainda há pouco tempo essa aliança entre a devoção ao santo, que marca o meio do ano, e uma iniciação nas experiências amorosas, onde uma certa inocência e ingenuidade se misturavam, por vezes, com o mais descarado erotismo. Um pouco disso também se pode ver em algumas das músicas que o tempo se encarregou de consagrar como representativas de um repertório musical pseudo-sacro, adequado às celebrações matrimoniais. Os cantores e instrumentistas que ao longo dos anos executaram e executam ainda certas obras clássicas nos casamentos ou aqueles que aproveitam para exibir a sua rebeldia face às normas litúrgicas nas celebrações matrimoniais estão, afinal, a perpetuar um ambiente e a veicular uma mensagem que vai muito além das meras preferências por um repertório cujo valor, em si mesmo, está fora de questão, mas completamente desenquadrado daquilo que é a celebração litúrgica de um sacramento. Vejamos:

 (Continua no próximo número)

 



[1] JOHAN HUIZINGA, Homo ludens, Ed Einaudi, Torino, (1946) Ed. de 2002, p. 17.

 

[2] LUIS MALDONADO, Liturgia, Arte, Belleza, Ed. San Pablo, Madrid, 2002, p. 68.

 

[3] JOSE ANTONIO MARTIN HERRERO, Manual de antropologia de la musica, Amaru Ediciones, Salamanca, 1997, p. 131.

 

[4] “A festa, de facto, abre-se a transgressões limitadas, controladas pela ordem social que rejeita o caos. No jogo há interditos que persistem, há regras, uma ordem a respeitar” (ANTÓNIO CABRAL, Teoria do Jogo, Ed. Notícias, Lisboa, 1990, p. 76). E de seguida cita: “A falta de ordem é uma prerrogativa exclusiva do homem, cuja consciência e livre vontade podem desentranhar-se, de vez em quando, contra a natureza das suas raízes, em natureza animal. Esta particularidade é uma base indispensável de toda a cultura, mas, quando exagerada, leva à doença da alma. Sem prejuízo, só se suporta a cultura numa certa medida” (C.G. JUNG, Acerca da Psicologia do Inconsciente, Ed. Delfos, Lisboa, 1967, p. 64)    

 

[5] Certas modas vindas de fora que recuperam autênticos rituais pagãos: bater nos pratos, cenas licenciosas dos convidados e até dos noivos, cantigas e expressões brejeiras nos convívios, os bailes prolongados noite dentro, a sujeição das celebrações aos horários da parte profana, etc. E nem sempre é o vinho o responsável por tudo isto…

 

[6] “O ser humano em festa, por motivo de um certo enfraquecimento do auto-domínio, acompanhado e provocado por uma exaltação psíquica que o priva, em maior ou menos grau, da consciência da realidade concreta, participa geralmente de alguns traços característicos do fenómeno extático. O êxtase é uma possibilidade. O delírio, entendido como o estado de excitação causado por uma emoção forte, é mais frequente” (ANTÓNIO CABRAL, Teoria do Jogo, Ed. Notícias, Lisboa, 1990, p. 69)

[7] Não estará muito longe disto o fenómeno actual do “hooliganismo” ligado ao futebol, mas que se exprime por um exagerado sentido de liberdade e escapatória a certas limitações de sociedades marcadamente restritivas, disciplinadas e conservadoras; daí a grande profusão de álcool, de violência e de destruição com a consequente subversão dos valores da ordem pública. Gente a quem é proibido beber no quotidiano por causa da condução, da manutenção da ordem, etc. embebeda-se numa festa de fim-de-semana; não muito longe deste fenómeno estará a actual prática das bebedeiras estudantis de fim-de-semana pelas discotecas dos meios académicos…

 

[8] Cfr. LUIS MALDONADO, La Religiosidade popular, Ed. Cristiandad, Madrid, 1975, p. 219-242. Ver ainda os comentários às edições discográficas dos Carmina Burana.

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