J.A.T. template series was designed 2006 by 4bp.de: www.4bp.de, www.oltrogge.ws
A Beleza de Maio nas Primeiras Comunhões Imprimir EMail

AS PRIMEIRAS COMUNHÕES, A COMUNHÃO PAROQUIAL  

E A ETERNA COMUNHÃO EM DEUS UNO E TRINO

 

    O encanto do mês de Maio. É sempre um mês rico para o Pároco de S. Cosme, o já de si Mês de Maria: devido ao contacto com todos os Centros, na Festa do Perdão – Primeira Confissão – e na         Festa da Eucaristia, ou Primeira Comunhão.

    É um dos belos momentos que constrói Comunidade e em que todos nos sentimos membros desta Paróquia Família de Famílias: cada Centro na sua bonita Identidade e riqueza pastoral e espiritual, na comunhão com todos os outros Centros, a viverem o mesmo “Sacramento da Caridade”, “Mistério da Fé”, com o mesmo Pároco.

    E para o Pároco é graça e privilégio do Senhor, reconhecer-se e saber-se Servidor - em nome de Cristo Bom Pastor - de cada Centro, de cada uma destas famílias sendo o mediador e integrador - em nome de Cristo-Cabeça da Igreja - de todos os Centros numa única Família, na única e una, santa e Católica Igreja de Jesus Cristo.

    É uma experiência única, gerada na Eucaristia, com Famílias, Meninos e os grandes Arautos da Comunidade: os Catequistas.

    Diríamos que no mês de Maio, o Pároco, é chamado a compreender, amar e servir melhor a Igreja Família de Famílias. A comunhão na riqueza da diversidade e não na unicidade, mas sempre na unidade.

    Aqui sinto o mistério da Igreja... sim esse Mistério de Comunhão da Unidade na diversidade, como Ícone e sacramento-sinal da própria Trindade - Mistério Primordial da nossa Fé.

E que é exactamente o fundamento e modelo da Igreja: Mistério de Comunhão no Amor, a Unidade na   Diversidade, das Três Pessoas que não Se anulam, mas só nos três que Se auto-doam constantemente, numa reciprocidade de amor, geram a vida e o ser do Outro. A Igreja é chamada a ser o "prolongamento" e actualização, para o mundo, deste mistério de Amor que é Deus: Comunhão de Amor, a Unidade na Diversidade.

    É o que eu entendo e procuro ver, amar, contemplar, fruir e agradecer no meu ministério pastoral de presidir à comunhão dos diferentes Centros/Famílias/Comunidades. A Paróquia: Comunidade de Comunidades, como muito bem se diz. Na linha de Bento XVI prefiro a expressão: a Paróquia Família de Famílias.

    E tudo isto acontece na Eucaristia: ela realiza a Igreja - tal como em Jesus que é humano e divino, assim a Igreja o é: humana e pecadora nos seus membros, mas santa e redimida, comunidade dos salvos, pela força e pela Vida do Espírito Santo que a habita. "Creio na Igreja... Una, Santa, Católica, Apostólica.." Eis a beleza do nosso ser cristãos no dealbar do séc. XXI.

    O ateísmo negou Deus, logo também a Igreja, assim entendida.

    O espirit(ual)ismo panteísta vê deus em tudo. Só a Igreja nos livra da degradação da idolatria do Eu e das outras. E nos oferece não só o Caminho, mas a experiência feliz da comunhão com o próprio Ser Divino – Deus nosso Pai – e a solidariedade fraterna com todos os homens, nossos irmãos.

    Quanto mais conhecermos e amarmos o mistério de Deus que é Trino e Uno, melhor serviremos e seremos Igreja…

    Quanto mais e melhor formos Igreja, diversidade de carismas, na unidade da mesma fé e na comunhão e serviço no amor, mais e melhor estaremos a ser imagem de Deus e a mostrá-l’O ao mundo naufragado e aflito sem Deus e sem Esperança.

    E Maio vai acontecendo e vamos sorrindo e vivendo, uns para os outros esta Primavera Pascal, rumo à Páscoa eterna.

P. Alípio Barbosa, Pároco de Gondomar, Maio 2007

< anterior   Seguinte >
J.A.T. template series was designed 2006 by 4bp.de: www.4bp.de, www.oltrogge.ws
Patanol