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ANTÓNIO - O SANTO DE LISBOA E DO MUNDO

O Santo de Lisboa e do mundo

 

            Santo António possuía uma alma inquieta, de fogo. Não se sentia realizado em parte alguma. A mudança fazia parte da sua natureza genética.

Terá aceitado de bom grado deixar a casa paterna para ir frequentar a escola da Sé (que aliás lhe ficava em frente) durante cerca de uma dezena de anos. Ali faz os estudos primários e secundários.

Por livre vontade terá entrado no Mosteiro de São Vicente após a crise da adolescência e já com idade para casar (anota a Primeira Legenda, que dá pelo nome latino de Assidua), onde permanece dois anos apenas.

O Mosteiro de São Vicente, muito próximo da casa paterna, não o isola suficientemente dos familiares e dos amigos, como esperava. Por isso, pede e obtém transferência para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, dos mesmos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, o que acontece por 1211.

 

Fernando Martins no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (1211-1220)

 

Fernando Martins tem à volta de 20 anos de idade e julga possuir vocação para a vida religiosa. O ambiente de oração e de estudo agrada-lhe.

Sem dúvida, o maior centro cultural português da primeira metade do século XIII é o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, fundado em 1131. A sua escola teve mestres insignes e a sua biblioteca foi-se enriquecendo aos poucos. Dom João Peculiar, com estudos, muito provavelmente feitos em Paris antes de ser mestre-escola da sé de Coimbra, foi um dos colaboradores mais brilhantes na fundação e consolidação do Mosteiro de Santa Cruz. Pedro Alfarde, quarto prior de Santa Cruz, estudou em Paris, onde, por 1130, obteve o grau de mestre em Teologia.

            Quando, por 1211, o nosso Santo António, ainda com o nome civil de Fernando Martins e na qualidade de estudante a preparar-se para o sacerdócio, entra em Coimbra na comunidade dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, vai encontrar abalizados mestres em ciências sagradas e profanas, formados em Paris ou em outras cidades de França. Já o rei D. Sancho I, a 14 de Setembro de 1190, tinha determinado dar 400 morabitinos (ou maravedis) anuais aos agostinhos de Coimbra, para o sustento dos seus residentes em França por motivo de estudos.

            Entre os possíveis mestres de Santo António em Santa Cruz citam-se Dom João e Dom Raimundo. O primeiro aparece em 1221 relacionado com o priorado de Dom João César, em 1224 com o título de cónego e em 1228, no Capítulo da Ordem no Porto, como prior; Dom Raimundo, como letrado profundíssimo em diversas ciências. Os dois terão frequentado o Estudo Teológico da Universidade de Paris. Em 1216, um “Magister Parisius” (mestre formado em Paris) é citado como testemunha numa carta de composição.

 

            Estes mestres portugueses teriam sido formados na Abadia de São Vítor de Paris (florescente no tempo de Hugo de São Vítor - V 1141 - e Ricardo de São Vítor - V 1173) e no seu Estudo Geral parisiense. Anotam-se ainda ligações intelectuais e institucionais entre os regrantes crúzios e os regrantes da Abadia de São Rufo de Avinhão. De qualquer forma, os professores do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra traziam de França livros do mais diverso género, que não apenas de Teologia.

            Naturalmente, os mestres parisienses daquele tempo inspiravam-se em primeiro lugar no grande Santo Agostinho, patriarca dos Cónegos Regrantes. Não se excluíam outras fontes. Ponto de partida era a Sacra Pagina, interpretada segundo vários sentidos, conforme os autores. Orígenes, São Jerónimo, São Gregório Magno, Cassiano, São Beda, Rábano Mauro, São Bernardo, Hugo e Ricardo de São Vítor tinham obras na canónica coimbrã.

            Mas na livraria do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra havia também códices de literatura profana. Em 1218, por exemplo, numa hora em que Fernando Martins estava a terminar o currículo sacerdotal (se é que já não era sacerdote), o presbítero chanceler João, por ordem do prior D. Diogo Dias entrega a mestre Gil 13 livros de física, retórica, ciências naturais, medicina, astrologia e geometria. Um deles, De naturis, é de Santo Isidoro, que dedica ao rei Sisebuto; outro é de Alcabitius e trata De Astronomia; outros mais: Liber circuli celestis spere; Libri Fisicales; duo Libri de Geometria; duo libri de Retorica de Marco Túlio Cícero; Liber Computi de Helpericus; Institutiones grammaticae de Prisciano; o Mapa mundi, tirado dos livros de Isidoro.

            Dentre a literatura mais ou menos profana da livraria de Santa Cruz, constante dos inventários da época, relevamos o dicionário enciclopédico do italiano Pápias, que o escreveu entre 1040 e 1050, uma obra do poeta Ovídio, a gramática latina de Prisciano, os livros das Sentenças, dos Sinónimos e das Etimologias de Santo Isidoro de Sevilha, as Antiguidades Judaicas de Flávio Josefo, a História Eclesiástica de Pedro Comestor, o De bestiis et aliis rebus, do Pseudo-Hugo de S. Vítor (Hugo de Folieto?), e outros.

            Estes livros levam-nos a concluir que, se o nosso Santo António não estudou Artes Liberais em Lisboa, tê-las-á aprendido em Coimbra, onde se dedicou, e especialmente, ao estudo da Sacra Pagina.

            Como intelectual e escritor, o primeiro e um dos maiores expoentes saídos da famosa escola de Santa Cruz de Coimbra foi, sem dúvida, Santo António de Lisboa, apreciado em vida já pela sua excepcional sabedoria e cantado no dia da canonização, a 30 de Maio de 1231, pelo seu amigo o Papa Gregório IX como Doutor da Igreja, na medida em que lhe terá entoado a antífona dos Doutores O Doctor optime.

Portugal, nos primórdios da nacionalidade, desde o final do século XII até 1220, honra-se de ter dado ao mundo da cultura um homem da excepcional craveira de Santo António, formado intelectualmente nas três principais escolas do país (catedral de Lisboa e mosteiros de São Vicente Fora de Lisboa e Santa Cruz de Coimbra).

 

De Cónego Regrante a Frade Menor: de Fernando a António

 

Apesar de Fernando Martins ser um intelectual nato, com uma memória prodigiosa e uma inteligência excepcional, rodeado de mestres escolhidos a dedo e com óptima biblioteca ao alcance, pelos 30 anos ainda continua à procura da sua vocação autêntica.

            Francisco de Assis iniciara um movimento inovador de vida religiosa no ano de 1209. Anos antes de possuir estatuto ou regra aprovada pela Santa Sé – tal acontecerá a 29 de Novembro de 1223 – os seus membros espalham-se pela Europa e chegam a Portugal por 1217. Em Coimbra, então capital do Reino, instalam-se no eremitério de Santo Antão dos Olivais.

Fernando Martins toma deles conhecimento e aproxima-se cada vez mais do modo de vida daqueles fradinhos humildes e alegres, anunciando a Boa Nova do Reino mais com a vida do que com a palavra. Também por ali passam cinco frades a caminho de Marrocos, onde serão sacrificados pela cimitarra do miramolim a 16 de 1220. Os seus restos mortais, recolhidos pelo príncipe D. Pedro (irmão do nosso rei D. Afonso II), acabaram por ser depositados, em meados do mesmo ano de 1220, na igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

            O nosso Santo de Lisboa, em Coimbra há uns nove anos, sente-se ainda com energia para fazer mais uma opção na vida. O exemplo dos Frades Menores dos Olivais e dos martirizados em Marrocos decidem-no a trocar a cândida murça dos Agostinhos pela estamenha parda dos franciscanos, o rico e afamado Mosteiro de Santa Cruz pelo tugúrio obscuro de Santo Antão dos Olivais e até o nome de Fernando pelo de António (em homenagem ao titular do eremitério, em latim Antonius, que em português traduzimos por Antão, quando o referimos ao Antão Abade, criador da vida monástica, e por António, quando intentamos identificar o nosso Santo de Lisboa). A opção arredava-o da vida sedentária de cónego e lançava-o para a vida errante de frade missionário.

O bom e sábio cónego regrante punha como condição para entrar na Ordem dos Frades Menores o seu imediato envio para território de sarracenos. Tinha-se enfastiado de Lisboa pelos 20 anos e estava enfastiado de Coimbra pelos 30 anos.

 

O Santo de Lisboa, primeiro missionário português

 

            Cumprida a promessa, Fr. António deverá ter passado pela sua cidade a caminho da missão de Marrocos no Outono do ano de 1220. A capela de Santo António (ao Museu Militar e Santa Apolónia) reivindica a recordação da tal passagem.

Pertinaz doença durante todo o inverno de 1220/1221 frustra-lhe os intentos missionários e a ânsia de martírio. Deus escreve direito por linhas tortas. O Céu, desta forma,   mostra-lhe que a sua vocação mais profunda é outra.

Aceito o sinal, dispõe-se a regressar à Pátria, quando uma tempestade medonha o coloca na Sicília. Estava-se no começo da Primavera de 1221 e no fim de Maio haveria em Assis mais um Capítulo Geral da Ordem, a que também acorreu. Viu o Seráfico Fundador Francisco de Assis e o modo muito vivo e concreto como se estruturava a Ordem nascente.

 

Revelação do “fenómeno antoniano”

 

Dada a sua condição de sacerdote, rara ainda naqueles tempos, o Provincial da Romanha Fr. Graciano, sem suspeitar do tesouro de que se apoderava, leva-o consigo e deixa-o no eremitério de Montepaolo para celebrar missa e ajudar nos serviços domésticos. A vida activa, por que tanto sonhara em Coimbra, converte-se-lhe em vida  contemplativa. Foi o seu noviciado não canónico, que irá prolongar-se até ao Outono do ano seguinte.

Provavelmente, a 24 de Setembro de 1224 houve ordenações em Forli, não muito longe da morada do nosso Santo de Lisboa. Também participou, na simples qualidade de assistente. Instado para falar aos ordenados, acabou por aceitar o repto. Um espanto! O chamado “fenómeno antoniano”  começa aqui a tomar corpo.

Também naquelas ordenações estavam frades a caminho do Capítulo Provincial do São Miguel, a 29 desse mês de Setembro. O nome de Fr. António forçosamente teve de ser comentado e objecto de deliberação, pois dele sairia nomeado pregador.

A legenda Assídua conta o êxito da sua pregação em todo o Norte da Itália, de maneira especial em Rimini, onde o grande “peixe” Bononilo, há 30 anos na heresia, regressou à verdadeira fé. “Peixes” mais pequenos e de todas as qualidades o acompanharam na conversão.

 

O primeiro professor da Ordem Franciscana

 

Entretanto, a fama da sabedoria e da santidade do Santo de Lisboa chega ao conhecimento do Fundador dos Menores, que finalmente se convence de que o amor a Deus e ao próximo não se opõe à ciência. Frades doutos podem também ser frades piedosos. Assim é que pelo fim de 1223 ou começo de 1224, Francisco de Assis expede um bilhete-carta a Frei António, a quem chama “Bispo”, no sentido de o considerar um pregador eminente e capaz de ser um mestre ou professor de Teologia. Pelo breve documento, Fr. Francisco manifesta a sua alegria e aprovação de que Fr. António ensine Teologia aos frades, advertindo logo: “contanto que por tal estudo não extingas o espírito de oração e devoção”.

Desta forma, o Santo de Lisboa torna-se o primeiro Professor da Ordem Franciscana, primeiro na escola do convento de Santa Maria della Pugliola em Bolonha, e, depois, nas escolas de Toulouse e Montpellier, durante os anos de 1225 a 1227. Terá terminado o seu magistério em Pádua.

 

O governante de frades em França e na Itália

 

Logo em 1224, o Santo de Lisboa desloca-se ao Sul da França, onde o êxito de pregador prossegue.

Após breve magistério em Toulouse, o Santo de Lisboa é nomeado guardião do convento de Puy-en-Velay no Capítulo provincial do São Miguel de 1225. No ano seguinte, do Capítulo celebrado em Arles sai eleito Custódio de Limoges. Nesta qualidade, percorre todos os conventos do Languedoque. Nestas andanças vai um dia dar a Brive, onde resolve fundar um eremitério do género do de Montepaolo. A fama desta pobre casa atravessa os séculos e ainda hoje os turistas e devotos sobem a Brive em visita às “grutas” de Santo António.

Francisco de Assis morre na tarde de 3 Outubro de 1226. Para escolha do sucessor, são convocados a Capítulo todos os Provinciais e Custódios. O Santo de Lisboa também pertence a este número. O Capítulo Geral decorre no Pentecostes de 1227 e dele sai eleito Ministro Província da Itália do Norte. cargo que exerce durante um triénio, ou seja, até ao novo Capítulo Geral do Pentecostes de 1230.

No final do Capítulo Geral, Frei António é integrado na Delegação que se desloca a Roma com o fim de a autoridade suprema da Igreja dirimir a questão da obrigatoriedade jurídica do Testamento de São Francisco. Neste encontro com o Gregório IX, que terá sido largo de meses (de Junho a Setembro de 1230), ficaram amigos e admiradores, facto que o Papa recorda na bula da canonização.

 

O primeiro Doutor da Igreja da Ordem Franciscana

 

Fr. António não era apenas um orador de raça, mas também um intelectual, formado em escolas portuguesas. O resultado da pregação e do magistério do Santo de Lisboa foram os Sermões Dominicais e Festivos, de doutrina tão densa, que o levaram a Doutor da Igreja, como tal proclamado, embora de forma só equipolente, por Gregório IX, no dia da canonização, e de forma solene, por Pio XII, a 16 de Janeiro de 1946. De alguma forma, portanto, o Santo de Lisboa é o primeiro Doutor da Igreja da Ordem e o único português Doutor da Igreja.

Os Sermões dominicais, pelo Autor identificados como Opus Evangeliorum (Obra dos Evangelhos), obtiveram a forma definitiva de 1227 a 1230, a partir, provavelmente, de apontamentos redigidos para a sua pregação e para as suas aulas práticas de Teologia. Nesta serie incluem-se quatro sermões dedicados a Maria Santíssima. No prólogo geral, Santo António afirma que a compilou a pedido dos confrades. Já a redacção dos Sermões Festivos ficou a dever-se ao Bispo de Óstia, Rainaldo de Jenne, o futuro papa Alexandre IV.

Interrompeu a escrita durante a Quaresma de 1231, que foi por demais trabalhosa. Por outro lado, a saúde começou a faltar, ao ponto de aceitar do seu amigo Conde Tisso umas férias em Maio/Junho imediato na sua quinta de Camposampiero. Ali continuou a escrever o santoral, que deixa  a meio do sermão de Pedro e São Paulo (29 de Junho).

 

Morte do Santo de Lisboa em Arcela (Pádua)

 

Numa época em que as gerações se contavam por quatro décadas, o nosso Santo de Lisboa troca o mundo presente pela Vida eterna à volta dos 40 anos de idade.

No fim do almoço do dia 13 de Junho de 1231, uma sexta-feira, experimenta um desmaio e tem o pressentimento de que o fim se aproxima. Como deseja morrer na querida cidade de Pádua, pede aos confrades para providenciarem o imediato transporte para ali. Ao chegarem a Arcela, a uns dois quilómetros do destino, entrega a alma a Deus.

Os arcelenses sentiram-se honrados com tão sagrado despojo e tudo fizeram para o manter. Os paduanos, porém, não o consentiram, e vieram buscá-lo com toda a pompa e circunstância no dia 17 de Junho, uma terça-feira.

Foi nesta segunda tumulação que se deram os primeiros milagres, que se multiplicarão nos tempos a seguir, até aos dias de hoje, os quais apressaram a Igreja a colocá-lo no catálogo dos Santos a 30 de Maio de 1232, ainda não era passado um ano da sua morte.

 

Bibliografia

 

Vita Prima o Assídua, a cura di Vergílio Gamboso, Padova 1981.

F. A. Carlos das Neves, O Grande Taumaturgo de Portugal Santo António de Lisboa, I, Porto, 1895.

Fernando Félix Lopes, Santo António de Lisboa, Doutor Evangélico, 5ª edição, Braga 992.

Francisco da Gama Caeiro, Santo António de Lisboa, I, Lisboa, 1967.

António Cid, Santo António e o Franciscanismo – Ensaio de reconstituição histórica, separata de “O Instituto” 1931/1932.

Henrique Pinto Rema, Obras Completas de Santo António de Lisboa, Lello Editores, I,  Porto, 1987.

Gustavo Cantini, Vita Apostolica e Azione Sociale di s. Antonio, in “S. Antonio Dottore della Chiesa”, Vaticano 1947.

T. Lombardi, S. Antonio Maestro di Teologia, in “Le Fonti e la Teologia dei Sermoni Antoniani”, Padova 1982 (actas do Congresso Internacional sobre as Obras de Santo António).

Sophronius Clasen, Saint Antoine de Padoue au service de l’Évangile et  de l’Église, Moenchengladbach, 1962.

Jacques Toussaert, Antonius von Pádua, Versuch einer kritischen Biographie, Köln 1967.

 

Lisboa, 21 de Junho de 2006

Assina :

Frei Henrique Pinto Rema

 

 

            Meu caro P. Alípio

            Mando junto um dos meus trabalhos antonianos que mais se aproximam do que eu disse ontem aí em Gondomar(20 de Junho de 2006).

            Por favor, agradeça ao Presidente e ao Tesoureiro da Irmandade, sobretudo ao primeiro, o modo como me receberam e remuneraram o meu trabalho. A peça de filigrana que me ofereceram irá enriquecer o nosso museu franciscano

Aceite um abraço fraterno do confrade no sacerdócio cristão.

Lisboa, 21 de Junho de 2006.

P. Frei Henrique Pinto Rema, OFM.

 

O digníssimo Frei Henrique Pinto Rema ,OF,

 

Foi no dia 9 de Outubro de 2018, no Palácio da Presidência, pelas 18h00:

 

http://ofm.org.pt/noticias/frei-henrique-pinto-rema-condecorado-pelo-presidente-da-republica/

 

Proferiu a supra-citada Conferencia, no Auditório Municipal de Gondomar,

Dia 20 de Junho de 2006 –

NOS 775 ANOS DA MORTE DE SANTO ANTÓNIO DE LISBOA

A Comunidade Católica de Gondomar/S. Cosme e S. Damião sauda-vos.
«Aos santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos, com todos os que em qualquer lugar invocam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: graça e paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo»(1 Cor. 1, 2-3) .
« A Igreja encara estes meios de comunicação social como “dons de Deus” na medida em que, segundo a intenção providencial, criam laços de solidariedade entre os homens, pondo-se assim ao serviço da Sua vontade salvífica ».
É na vida, morte e ressurreição de Cristo, é em Deus feito Homem, nosso Irmão, que se encontra o fundamento e o protótipo de toda a comunicação entre os homens ».
Image
«O que existia desde o princípio,
o que contemplámos e as nossas mãos tocaram
o que ouvimos,
o que vimos com os nossos olhos,
relativamente ao Verbo da Vida, 
- de facto, a Vida manifestou-se;
nós vimo-la,
dela damos testemunho e anunciamo-vos a Vida eterna
que estava junto do Pai
e que se manifestou a nós -
o que nós vimos e ouvimos,
isso vos anunciamos,
para que também vós estejais em comunhão connosco.
E nós estamos em comunhão com o Pai
e com seu Filho, Jesus Cristo.
Escrevemo-vos isto para que a nossa alegria seja completa
». 
               
(Primeira Carta de S. João1, 1-4 )

      Caros visitantes, esta é a página oficial da comunidade Paroquial de Gondomar/S. Cosme e S. Damião, no distrito e diocese do Porto, em Portugal.
      Saudámo-vos com alegria e espírito fraterno.
Também neste espaço desejamos construir a Comunhão, anunciar e partilhar, com simplicidade e verdade, a Vida e a Beleza, o Amor e a Fé, que recebemos de Jesus Cristo.
      Pensado directamente para os Paroquianos, este sítio, deseja ser também diálogo com o mundo, diálogo cultural, inter-religioso para todas as pessoas de boa vontade e com todas aquelas que buscam as razões profundas da Vida e da Esperança, do Hoje e do Porvir, que anseiam e lutam pela Paz e pela Harmonia global ou navegam neste mar por qualquer razão.
       S. Cosme e S. Damião, irmãos de sangue, são os nossos Padroeiros. Temos boa companhia e protecção para também nós sermos e construirmos família: humana, cristã e paroquial. É com esta alegria  e espírito de família que cumprimentamos todos os visitantes.
      Oxalá  todos os homens e mulheres, jovens e crianças , doentes ou anciãos, possam ouvir falar e partilhar do amor, da alegria, da beleza e da paz, da vida e da esperança, que está na auto-comunicação de Deus em Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade. 
      Obrigados pela visita. Ao vosso dispor, com amizade,  votos de todo o Bem, em Cristo.
                  Em nome da Comunidade,

O Pároco:
 
               
   P. Alípio  Barbosa

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